sexta-feira, 10 de julho de 2009

A busca pelo novo emprego - parte 3

Nos posts anteriores definimos nosso foco de busca quanto à carreira e ás empresas alvo e construímos um currículo que ajudará você a se expor, entretanto, apenas ter um currículo não o ajudará em nada, você precisará  fazer este currículo circular.

Para isto, preparamos um passo a passo que te ajudará a fazer seu nome circular.

1º passo: Fale uma linguagem só!

Supondo que você definiu que quer ser um Supervisor de Vendas, com foco na região da grande São Paulo e que deseja trabalhar em empresas de pequeno e médio portes, do ramo de metais  e elaborou seu currículo com este foco, é hora de fazer estas empresas descobrirem isso.

Seu currículo deve estar disponível para estas empresas e para isso você o divulgará em diversos locais. Uma característica que o ajudará muito é a consistência dos dados apresentados. Não adianta ter uma versão de CV em formato DOC, outra versão totalmente diferente em páginas de empresas, outras versões em sites de recrutamento e outra ainda sendo divulgada para seu network. Você pode ter a ilusão de que conseguirá contar mais casos se variar seu CV em diferentes bases, entretanto, você pode acabar passando por mentiroso ou não criar uma identidade, o que lhe prejudicará na entrevista.

Portanto, deixe a criatividade para ser canalizada na versão do seu CV, não na construção de várias sub-versões.

2º passo: Esteja onde você  pode ser visto!

Pregar seu CV em um poste o fará  ser visto por muitas pessoas, porém, provavelmente nenhuma o contratará. O mesmo princípio se aplica a emails. Enviar seu cv para todos os nomes que você imaginar em uma empresa não o ajudará.

Uma importante etapa para concluir este passo é elaborar um cadastro extremamente completo e detalhado nos maiores sites de recrutamento do país. O site www.Curriculum.com.br é uma das maiores bases de recursos humanos do Brasil. Cerca de 60 mil empresas o visualizam à procura de profissionais e você não pode estar de fora desta!

O site www.vagas.com.br é outro gigante neste ramo. Formado por uma base de empresas que pagam para ter acesso a este serviço, também oferece excelentes retornos. É o mesmo caso do site www.elancers.net, que com o mesmo modelo do Vagas, também está presente em grandes empresas e consultorias.  São diversas opções como o www.infojobs.com.br,www.cvlink.com.brcanalrh.com.br, entre tantos outros.

Há também o Monster (www.monsterbrasil.com.br) que é mundialmente conhecido e está iniciando suas atividades no Brasil.  Vale lembrar que todos estes sites apresentados são GRATUITOS para exposição de CV, portanto, não há desculpa para não estar lá!

3º passo: Caixa de Entrada

A presença do seu CV nestes sites que apresentamos pode ajudá-lo muito, entretanto, é bom continuar a se expor para quem importa.

Sem exercer juízo de valores ou dotar-se de qualquer preconceito, de pouco adianta você encaminhar seu CV para um profissional do baixo escalão da companhia. Há pesos diferentes ao ser indicado pelo Estagiário e pelo Diretor Nacional de Vendas. Entretanto, é melhor ser indicado pelo Estagiário do que não ser indicado por ninguém...

O que quero deixar claro é que você deve disponibilizar seu CV primeiro para a pessoa que você conhece com o maior cargo na companhia e, gradualmente, aumente o número de pessoas diminuindo o nível hierárquico do seu contato.

Outro ponto importante é conseguir o email dos profissionais de Seleção das companhias que você  definiu como alvo. Ao encaminhar o email, procure tentar fazer contato, reforçar seu interesse, porém, não seja inconveniente ou chato, não se esqueça que esse profissional será o primeiro filtro no processo seletivo.

Para facilitar sua busca pelos contatos certos, mantenha sempre atualizado seu perfil em sites de relacionamento profissional como www.linkedin.comwww.naymz.com e www.via6.com.br. Nestes sites, participe dos fóruns, discussões, pesquisas, etc. Isso gerará interesse nas pessoas em te conhecer!

4º passo: Network

Ao redigir esse texto ficamos em dúvida sobre qual passo viria primeiro, entretanto, creio que pelo todo, esta ordem faz mais sentido.  Lembrando-se de respeitar os alvos que você definiu e expandindo um pouco mais o alvo, procure entre seus conhecidos, preferencialmente com nível hierárquico maior que o seu, profissionais que potencialmente poderiam ajudá-lo na busca desta recolocação. Diretores, Gerentes, HeadHunters, Profissionais de RH e ex-Chefes podem ser peças chave para sua nova colocação. Eventualmente, essas pessoas conhecem alguém do seu alvo que poderá empregá-lo e eliminar a procura. Mas cuidado, network é relacionamento! Não tente resgatar aqueles contatos perdidos na agenda só porque eles são importantes. Network de verdade são aquelas pessoas que você já tem contato, independente de estar disponível no mercado ou não.

5º passo: Consultorias, Agências, Headhunters

Cadastre-se em todos os sites de Consultorias e Headhunters que você conhecer, encaminhe seu currículo em DOC para eles, esteja disponível para entrevistas de sondagem e, principalmente, investigue o fornecedor para não cair em golpes. Consultorias boas e sérias, assim como seus clientes, não cobram taxas, testes psicológicos nem depósitos de segurança para participação em processo seletivo nem para contratação. Se isso lhe for oferecido, FUJA!

Com esses 5 passos básicos você  deverá receber alguns convites para entrevista. O que fazer nestas ocasiões será o assunto do nosso próximo post.

Por enquanto, compartilhe conosco suas experiências e deixe suas críticas, sugestões e perguntas!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A busca pelo novo emprego - parte 2

Dando seguimento ao passo a passo para encontrar um novo desafio no mercado de trabalho, abordaremos o planejamento das ações a serem tomadas para encontrar o novo desafio.
Uma parte importante desta etapa é a elaboração do currículo. Há muitos mitos que circulam sobre currículos no mercado, alguns são absurdos, outros, tem algum fundo de verdade.
Neste post, nosso foco será justamente o que fazer e o que não fazer no currículo:

Escrever um relato completo, detalhado e minucioso de sua vida profissional: Não...
Na primeira página, em um espaço chamado “Qualificações” você fará um resumo de seus principais feitos corporativos, deixando muito claro o que foi sua ação e qual o resultado alcançado. Veja o exemplo abaixo para um profissional de vendas:
Qualificações
Excelência no processo de vendas de alimentos congelados para os canais direto e indireto, aumentando o faturamento da minha unidade em 11%;
Desenvolvimento, aplicação e multiplicação de técnicas de vendas para os vendedores sob minha gestão, diminuindo a rotatividade da equipe;
Controle e gestão orçamentária da área otimizando a verba para vendas, gerando 14% de aumento de inserções com o mesmo orçamento;
Condução de processos de negociação de contratos acima de R$XX milhões com foco no estabelecimento de uma relação sustentável com os clientes;
Conquista, por dois anos consecutivos (2001 e 2002) do prêmio de melhor Supervisor de Vendas em campanha interna da companhia.
Usar termos técnicos e requintados para a elaboração do currículo: Não...
Seu currículo deve conseguir refletir um pouco do seu estilo. Se você, constantemente utiliza termos requintados em seu processo de comunicação, isso poderá servir de base para a linguagem de seu currículo, entretanto, se você segue uma linha de comunicação mais objetiva e simples, faça o currículo da mesma forma!

Espremer o que der para caber em uma página só: Não...
Diferente do que muitos profissionais falam, currículos podem ter mais do que uma página sim, aliás, o recomendado é que tenha duas páginas. A primeira delas deve conter as informações básicas como Objetivo, Dados pessoais (nome completo, endereço completo, idade, estado civil, formas de contato como email, telefones, etc.), Qualificações, formação acadêmica, domínio em idiomas e cursos extracurriculares relevantes. A segunda página deve conter seu histórico profissional. Utilize bem o espaço da segunda página. Detalhe apenas as 3 últimas experiências profissionais ou os últimos 8 a 10 anos, não precisa falar em detalhes de quando você era menor aprendiz.

O currículo deve ser completo, informando salários, documentos, etc: Não...
Currículo é o seu folder, seu material de marketing profissional. Por acaso você já viu um folder de empresa que vem anexado ao seu balanço patrimonial ou aos seus contratos societários? Não, essa informação será solicitada e investigada no momento certo.

O correto é fazer um currículo para cada objetivo profissional: Sim!
Isso mesmo, como o currículo é sua propaganda pessoal, você deve utilizar o espaço dele para apresentar argumentos fortes, diferenciais para seu objetivo. Não gaste linhas falando das vendas que fez se seu objetivo é ir para a área financeira. Cite a experiência com vendas e dedique mais tempo às explicações e resultados obtidos em suas experiências em finanças.
Lembre-se, um currículo nunca deve contar uma mentira nem ocultar algum dado importante, entretanto, o foco do mesmo é você quem constrói!

Um bom currículo segue linhas, layout e formatação tradicional: Sim!
A não ser que você seja um profissional de Criação, nada de muita criatividade na hora de elaborar um currículo. Muitas cores, bordas demais, formas inusitadas de entregá-lo e formatações muito diferentes chamam a atenção, mas tiram a credibilidade do documento. Certa vez recebi um currículo dentro de uma garrafa, como se tivesse sido arremessado ao mar. Extremamente criativo, mas nada funcional, dado que eu não consegui retirar o CV de dentro da garrafa... Permaneceu anos na minha mesa até ir para o lixo...

Inglês e Espanhol básico e Excel avançado todo mundo tem: Não...
Não é verdade, pessoas estudam até 2 anos para concluir o módulo básico do idioma inglês e “Portunhol” não é espanhol. Se você não conhece outros idiomas, não invente. Aliás, se o currículo inteiro está em português, você é Brasileiro e nunca morou fora, a informação Português fluente é totalmente desnecessária...
Já o Excel, para não correr o risco de pagar mico, use a seguinte regra:
Se você consegue fazer um SOMASE, em uma tabela que você construiu com PROCV e PROCH, formatada condicionalmente, seu Excel é intermediário.
Se não consegue, seu Excel é básico.
Se você conhece a maioria das fórmulas, sabe usar Macros e procedimentos de auditoria e validação e realmente vê isso como uma linguagem, aí sim, aí você é Avançado... Entendam, poucas pessoas realmente são avançadas em Excel...

Uma boa maneira de economizar é imprimir um original e tirar um monte de fotocópias: Não...
A qualidade da impressão interfere na análise do currículo, assim como a qualidade da folha. Coloque-se do outro lado, se um médico, ao apresentar sua clínica para você, saca do bolso um folder em fotocópia preta e branca, em um papel meio amassado, você ficaria motivado em deitar em sua mesa de cirurgia? Pois e, eu também não...
Se for para entregar currículo impresso, que seja em papel de qualidade, de preferência com impressão à laser e sem dobrar.
Estas são algumas dicas básicas sobre como montar um bom currículo. Aliás, não precisa colocar um título enorme superior centralizado escrito Curriculum Vitae. Pense da seguinte forma, se você precisa escrever que é um currículo, então ele está mal construído...

Estou à disposição para tirar quaisquer dúvidas e acrescentar outros conteúdos! Para isso, conto com seus comentários abaixo!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A busca pelo novo emprego - parte 1

Ao longo dos últimos dois meses o Carreira Ativa tentou dar caminhos e mostrar opções aos jovens profissionais que estavam empregados e cogitavam a hipótese de tentar movimentar-se no mercado.
Tentamos expor algumas situações e dar algumas dicas para evitar ir ao mercado em um momento econômico como este, repleto de incertezas e com constantes mudanças de objetivo. Entretanto, para algumas pessoas a situação no emprego atual está insustentável e a movimentação de empresas parece ser o único caminho a seguir. Se este é o seu caso, o Carreira Ativa preparou um belo passo a passo para a busca de um novo emprego.
Nos próximos post traremos diversas ações que devem ser tomadas por quem pensa em buscar recolocação no mercado. Neste primeiro post, trabalharemos a fase inicial, constituída por definir claramente os objetivos que você pretende alcançar.
Sair em busca de emprego não é uma tarefa fácil, exige dedicação, concentração e, principalmente, foco!
Metralhar seu currículo para todas as empresas que você ouvir falar não vai ajudar em nada. Você precisa definir quais companhias são seu alvo, porque são e como você fará para entrar em uma destas companhias.
O primeiro movimento é definir o que você quer fazer.

Qual é meu objetivo?

Aceitar qualquer atividade, apenas para mudar de empresa só vai te desqualificar aos olhos de quem te contrata. Você pode, e deve, ser disponível a novos desafios, mas deve deixar claro qual é seu objetivo. Frases do tipo “fazer parte desta empresa para mim já basta”, ou “Posso entrar em qualquer área, depois mudo para a que eu mais gosto” não vão te ajudar em nada no processo.
Você precisa definir, para si mesmo, o que deseja fazer. Por exemplo, quero trabalhar no Marketing. Esse será seu objetivo.

Quais são minhas empresas alvo?

Se você aceita se mudar para trabalhar em empresas de outras cidades/Estados, não se esqueça que essa decisão foi sua, portanto, a empresa não estará obrigada a custear sua mudança/moradia. Caso não tenha essa disponibilidade, você já definiu que trabalhará em empresas da cidade que reside.
Mas será que qualquer empresa serve?
Provavelmente não. Decisões quanto ao porte, segmento e ramos são fundamentais. Por exemplo, se você for contra o porte e comercialização da armas, não deverá definir empresas de armas, munições e correlatos como alvo.
E quanto a aspectos culturais? Gosta de competição acirrada? Se sim, provavelmente não trabalhará em empresas que não incentivem a competição. É importante identificar aspectos culturais das companhias que julga como alvo para verificar se são compartilhados com seus valores. Você pode encontrar isso no site da empresa, em seus materiais de marketing, etc.

Uma vez definido seu objetivo e seu alvo, é hora de iniciar o planejamento de como chegar lá. Esse será nosso próximo post!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Crise, o melhor momento para crescer!

Dando continuidade ao assunto do post anterior, o Carreira Ativa abordará um tema para ser aplicado em seu dia a dia, algumas soluções fáceis de serem implantadas na sua rotina e que agregaram valor à sua imagem frente à gestão e à equipe.

Como o foco do Carreira Ativa é o jovem profissional, o potencial gestor dos próximos 5 anos, traremos dicas aplicáveis a profissionais cujo nível de atuação situe-se entre Analistas e Especialistas, ou seja, profissionais que não exercem gestão de grandes equipes.

Para otimizar sua leitura, separaremos as dicas em tópicos:

Ninguém cria Urubu como animal de estimação

Frente a uma situação difícil, um conflito na equipe, a necessidade de corte de pessoal, a demanda de cancelar algum projeto ou até mesmo em uma reunião normal de despacho/follow up, não demonstre seu pessimismo ou insegurança a esmo.

Respeite a proporção...

Há um ditado chinês que diz: “Dois olhos, dois ouvidos e uma boca. Respeite a proporção.” Em outras palavras, ouça, perceba e reflita sobre suas opiniões e expressões antes de proferi-las. Ou seja, se não tem nada de produtivo para falar, não fale nada! Comentários como “Meu Deus, quem serão os próximos a serem cortados?” ou aqueles mais engraçadinhos “Eu não vou ficar para apagar as luzes quando essa empresa falir” só comprometem e sujam sua imagem frente aos líderes da companhia. Guarde esses comentários para o Happy Hour (se o chefe não estiver lá, é claro).

Cuidado com as caras e bocas

Imaginem a situação: Um gestor reúne sua equipe em uma sala de reunião e dispara a notícia: “Neste momento estão ocorrendo várias demissões na empresa, mas desta vez, nossa área foi poupada dos cortes.”

Expressar desespero não vai ajudar em nada a companhia nem você. Esboçar aquele sorriso feliz por não ter sido demitido também não vai pegar bem.

Demonstre maturidade entendendo que é uma fase complicada para a companhia e tenha ciência que, ao ser poupado, será esperado mais de sua performance. Encare a situação com seriedade e serenidade.

Enxergue as oportunidades, não os problemas

Frente a situações críticas e problemas na área como a necessidade de reduzir 15% do orçamento, identifique o foque a sua energia na oportunidade de, proativamente, reduzir algum custo em um processo que você esteja envolvido. Ficar reclamando, lamentando ou disseminando o pânico não vai ajudar, somente vai construir uma imagem negativa.

Entenda, compreenda e atenda à demanda

Continuar fazendo a mesma coisa, com a mesma intensidade e no mesmo ritmo não vai te ajudar a destacar-se. Aproveite a oportunidade de agüentar um pouco mais de pressão por um tempo, escolha conduzir processos operacionais que são necessários voluntariamente, mostre claramente que você está lá para encarar qualquer desafio com um sorriso no rosto e apoio à sua gestão!

Estas são algumas dicas simples, fáceis de serem realizadas e que terão um impacto bastante positivo em sua imagem.

Diferencie-se! Mesmo que você não seja tradicionalmente reconhecido como”o potencial” da área, ações como estas em momento de crise o farão chegar muito próximo disso.

Mas se mesmo assim, isso não der certo, no próximo tema veremos como ir ao mercado de forma organizada, estruturada e focada em resultados, ou seja, na recolocação!

Por enquanto, gostaria de contar com sua opinião e com outras ações que você julga importantes para diferenciar-se na equipe.

domingo, 26 de abril de 2009

Crise, o melhor momento para buscar recolocação?


Em minha atuação como especialista em seleção e em gestão da carreira, venho percebendo algumas dúvidas de profissionais sobre como e quando movimentar sua carreira.

Com a crise econômica iniciada em 2008 diversas empresas desligaram vários colaboradores de seu quadro de funcionários. Umas por precisarem reduzir custos ao preverem sérias complicações com seu caixa, outras apenas colocaram em execução um plano de downsizing que já havia sido planejado.

Além destes desligamentos, a confiança de muitos trabalhadores em suas organizações e em sua aparente segurança no trabalho foi abalada, o que aumentou o número de pessoas procurando novas colocações.

Esse falso aquecimento do mercado vem sendo interpretado como oportunidades de crescimento e turnarounds de carreira para diversos profissionais, entretanto, a movimentação nesta etapa é perigosa. Isso porque você, profissional dedicado, high performer, não vai querer estar no mesmo barco dos profissionais que, logo no início da crise, foram desligados, ganhando, às vezes, o rótulo de “dispensáveis”.

Alguns profissionais, com desempenho abaixo do esperado ou com perfil desalinhado à prática e aos valores da empresa viram de perto o risco do desligamento e pró-ativamente foram os primeiros a “pular” no mercado.

Muitos deles, com discurso pronto e ensaiado, literalmente atacaram as consultorias de seleção: “A empresa está passando por dificuldades neste momento de crise e, pensando em minha carreira, creio que é a hora certa para uma transição para outra empresa”.

Outros, que não foram tão pró-ativos, mas acabaram demitidos de seus antigos postos, usam um discurso similar: “Eu vinha desempenhando bem, ligado a projetos estratégicos, entretanto, com a crise econômica, meu projeto e de outros profissionais foram cancelados e fui cortado por redução de custo”.

Após ouvir alguns selecionadores do mercado, fica difícil não traçar um paralelo com o velho ditado popular: “Ao menor sinal de naufrágio, os ratos são os primeiros a abandonar o navio”.

Tirando o choque, o sentido pejorativo e a carga emocional ligada à palavra rato, vamos analisar um pouco este paralelo.

Os ratos, que na embarcação são parasitas, vivendo do trabalho dos outros, não contribuindo em nada para a viagem, porém, com uma percepção bastante aguçada, são os primeiros a tentar fugir de uma embarcação que irá afundar, pois, apesar de ali viverem, a relação estabelecida é de ganha - perde ou, na melhor das hipóteses, de ganha - não-perde, ou seja, não há um vínculo autêntico, saudável e produtivo estabelecido, não existe a relação ganha - ganha..

Infelizmente, para algumas pessoas essa é a relação estabelecida com o trabalho atual. Frente a uma crise, lançar-se ao mercado indiscriminadamente, como vejo alguns profissionais fazendo, invariavelmente, não será o melhor movimento de carreira que você poderá fazer.

O medo, a insegurança e o receio frente à crise são naturais e até mesmo sinal da evolução da nossa espécie, sinal de inteligência. O diferencial está em saber manejar estas inseguranças e usá-las a seu favor.

Vamos supor que você esteja vivendo esta situação, a crise está batendo à porta da sua empresa e você sente-se ameaçado. O que pode acontecer se, ao invés de investir aqueles minutos da hora do almoço para encaminhar currículos, fazer contato com seu network esperando que alguém lhe ajude a conseguir um novo emprego ou dar aquela saidinha mais cedo do trabalho para participar de entrevistas, você investir este tempo em elaborar propostas que realmente gerem ganho de sinergia, economia ou otimização de recursos para sua área e empresa que você trabalha hoje?

Frente a uma crise, você pode seguir vários caminhos diferentes...
1 – Gritar como um desesperado, gerando pânico e insegurança em todos;
2 – Ficar indiferente, acreditando que se não chamar muito a atenção, vão esquecer de você e assim ficará seguro;
3 – Assumir uma postura pró-ativa e encarar a crise como uma real oportunidade de gerar economia para a empresa e construir a imagem de um profissional importante para a organização.

Curiosamente, o que menos vemos no mercado são os profissionais com a escolha 3. Justamente porque eles estão investindo o tempo deles em solidificar sua imagem (ou construir uma) junto aos seus gestores, pares e líderes ao invés de espalharem seus CV’s como panfletos em farol.


Mesmo que seu momento de carreira na empresa atual não seja dos melhores, a crise transforma-se em uma oportunidade única para reconstruir sua imagem.

Portanto, cuidado ao ir para o mercado, você pode ser confundido (ou descoberto) como um destes profissionais-ratos.

O mercado sabe que, se você está pulando fora agora, há grande probabilidade que você o faça novamente na próxima crise e isso não é nada bom para sua empregabilidade, por isso, é fundamental saber trabalhar sua reclocação.

A gestão da carreira é feita concentrando-se no longo prazo, em ações que construirão além de um cargo, uma identidade profissional positiva frente a seus pares, líderes e liderados. Portanto, encare a adversidade da crise como uma real oportunidade de construir ou fortalecer uma imagem profissional relevante e positiva.

Se por um acidente de percurso as coisas se complicarem e você tiver de ir para o mercado, não se desespere, há meios de reverter a situação e sair em busca de uma colocação sem ser confundido com um profissional-rato. Abordaremos isso no próximo tópico!

Por enquanto, que tal aprofundarmos a discussão e debater sobre o tema apresentado?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Nasce o Carreira Ativa

Nasce o Carreira Ativa !

Com o objetivo de propor discussões e reflexões sobre um tema cada vez mais relevante no Brasil, a gestão da própria carreira, o Carreira Ativa tentará expor e compreender as melhores práticas para a gestão da sua vida profissional, as possíveis armadilhas às quais nos submetemos em nossa vida profissional e alguns caminhos que deram certo.

Com foco em jovens talentos e potenciais líderes dos próximos anos, o Carreira Ativa irá trazer conteúdos relevantes, aplicáveis em nosso dia a dia e fáceis de serem discutidos, com uma linguagem acessível e democrática.

Ao lado, no menu lateral, você encontrará os temas que já foram discutidos e a cada 15 dias um novo tema será inserido.

Já temos alguns temas prontos para iniciar as reflexões e o primeiro deles, em função do momento, tratará dos impactos da crise em nossa carreira, como minimizá-los, como transformá-los em oportunidades e, principalmente, como aprendermos com eles!

Já na próxima semana você poderá conferir o primeiro debate.

A crise econômica e a dança das cadeiras nas organizações: É uma boa hora de ir para o mercado?

Equipe Carreira Ativa

Seguidores